A História Completa do Coliseu: da Roma Antiga até aos dias de hoje
5 min de leitura
Ao estar diante do Coliseu, em Roma, está perante 2.000 anos de história — desde batalhas de gladiadores até à genialidade arquitetónica. Este guia explica tudo o que precisa de saber sobre o anfiteatro mais famoso do mundo antes da sua visita.
Neste artigo:
Porque foi construído o Coliseu? A história política por detrás da maior arena de Roma
O presente da dinastia Flávia ao povo
Em 72 d.C., o imperador Vespasiano iniciou a construção do que viria a tornar-se o maior anfiteatro do mundo. Foi uma jogada política brilhante: o seu antecessor, Nero, tinha confiscado 300 acres do centro de Roma para a sua “Casa Dourada” e lago privado. Vespasiano drenou esse lago e construiu uma arena pública no mesmo local — devolvendo ao povo terras que lhe tinham sido retiradas.
O nome oficial era Anfiteatro Flávio, em homenagem à dinastia de Vespasiano. A alcunha “Coliseu” vem do Colosso de Nero — uma estátua de bronze com 30 metros de altura que outrora se erguia ali perto. Mesmo depois de a estátua desaparecer, o nome ficou.
Dica para visitantes: Quando visitar o local, estará no sítio onde o palácio dourado de Nero dominava outrora o horizonte de Roma — um símbolo poderoso de como o poder mudou drasticamente na Roma antiga.
Como foi construído o Coliseu? Segredos de engenharia da Roma antiga
O Coliseu foi concluído em apenas 8 anos (72–80 d.C.) com recurso a 60.000 a 100.000 trabalhadores. Tinha capacidade para até 80.000 espectadores e exigiu mais de 100.000 metros cúbicos de pedra travertina.
Técnicas de construção revolucionárias
As grampos de ferro: Mais de 300 toneladas de grampos de ferro mantinham as pedras unidas. Quando foram saqueados na Idade Média, deixaram as marcas características, semelhantes a pequenas cavidades, que ainda hoje se veem.
O velarium: Um enorme toldo retrátil em lona era manobrado por marinheiros da Frota Imperial, protegendo até 80.000 espectadores do sol romano.
O Hypogeum (subterrâneo): Sob o piso da arena existia uma complexa rede de túneis com 80 poços verticais e elevadores acionados por roldanas. Leões, ursos e gladiadores surgiam “magicamente” através de alçapões no piso da arena.
Importa saber: O Hypogeum subterrâneo só é acessível com bilhetes específicos. A entrada normal não inclui esta zona. Descubra as nossas duas experiências subterrâneas: Colosseum Underground & Ancient Rome Tour ou a Small Group Underground Guided Tour →
O que acontecia no Coliseu? Combates de gladiadores, caças a animais e jogos da Antiguidade
O Coliseu acolhia muito mais do que combates de gladiadores. Um dia típico seguia um horário rigoroso:
Manhã - Caças a animais (Venationes): Milhares de animais exóticos eram trazidos de todo o Império — leões, elefantes, tigres, girafas e crocodilos. Durante os jogos inaugurais de 100 dias, em 80 d.C., mais de 9.000 animais foram mortos.
Meio-dia - Execuções públicas: Os criminosos condenados eram executados publicamente entre os eventos da manhã e da tarde.
Tarde - Combates de gladiadores: O grande momento do dia apresentava lutadores treinados em diferentes estilos — Murmillos fortemente armados, Retiarii armados com rede, entre outros. Ao contrário da crença popular, a maioria dos combates não terminava em morte. Os gladiadores eram investimentos dispendiosos, e os lutadores mais habilidosos muitas vezes sobreviviam a várias batalhas.
Naumachia (batalhas navais): O piso da arena podia ser inundado para reconstituições de famosas batalhas navais. Estes espetáculos impressionantes eram raros devido ao seu custo enorme, mas demonstravam o poder absoluto do Império Romano.
Como foi destruído o Coliseu? O declínio da arena de Roma
O fim dos jogos
À medida que o Cristianismo se tornou a religião oficial de Roma, a atitude perante os jogos começou a mudar. O combate entre gladiadores foi proibido em 404 d.C., e as últimas caças a animais registadas ocorreram em 523 d.C.
Mil anos de pilhagem
Abandonado, o Coliseu tornou-se fortaleza, cemitério e — de forma mais destrutiva — pedreira. As fachadas de mármore foram desmontadas para palácios nobres, 300 toneladas de grampos de ferro foram fundidas, e blocos de travertino foram levados para construir monumentos, incluindo a Basílica de São Pedro.
O terramoto de 1349 fez ruir toda a parede sul. O que resta hoje corresponde a cerca de um terço da estrutura original.
Ironicamente, foi a Igreja Católica que salvou o Coliseu. No século XVIII, o Papa Bento XIV declarou-o local sagrado de martírio cristão, protegendo-o finalmente de mais destruição.
O Coliseu hoje: o que pode ver em 2026
Restauro recente
Os trabalhos de restauro extensivos dos últimos 15 anos abriram áreas antes inacessíveis:
- Câmaras subterrâneas do Hypogeum (onde os gladiadores se preparavam)
- Acesso ao nível superior (os níveis mais altos das bancadas)
- Reconstrução parcial do piso da arena
- Limpeza completa do exterior
Hoje, mais de 7,6 milhões de pessoas visitam o local todos os anos, tornando-o num dos monumentos mais populares do mundo e num Património Mundial da UNESCO.
Dica de insider: Os bilhetes normais dão acesso aos níveis principais, mas as zonas subterrâneas e os níveis superiores revelam as histórias mais fascinantes. Ver o bilhete de experiência completa →
5 factos fascinantes sobre a história do Coliseu
1. Entrada gratuita, hierarquia social rigorosa
A entrada era totalmente gratuita para os cidadãos romanos, mas os lugares refletiam o estatuto social. Os senadores sentavam-se na primeira fila, enquanto as mulheres e os mais pobres ficavam no topo. Quanto mais alto estivesse, mais baixo era o estatuto; quanto mais perto estivesse da arena, mais elevado era o estatuto.
2. Lugares marcados na Antiguidade
Os romanos recebiam fragmentos de cerâmica (tesserae) com a secção, fila e número do lugar — os bilhetes da Antiguidade. Os 80 arcos de entrada conseguiam esvaziar mais de 50.000 espectadores em menos de 15 minutos, mais depressa do que muitos estádios modernos.
3. Originalmente era colorido
Hoje vemos pedra desgastada, mas o Coliseu original brilhava com colunas pintadas de vermelho e preto, estátuas de mármore branco em cada arco, toldos coloridos e decorações em bronze dourado.
4. A porta da morte
Os gladiadores mortos eram levados pela Porta Libitinaria (nomeada em honra da deusa da morte), no lado ocidental. Os vencedores saíam pela Porta Triumphalis — duas portas, dois destinos. Pode entrar por esta mesma porta com um bilhete de acesso prioritário →
5. Continua a ensinar engenheiros
Os arquitetos de estádios modernos continuam a estudar a forma elíptica do Coliseu, as bancadas em níveis, a eficiência no fluxo de multidões e a sua construção modular. Influenciou tudo, desde o Yankee Stadium até às arenas contemporâneas em todo o mundo.
Planear a sua visita ao Coliseu
Compreender a história transforma a sua visita de simples passeio turístico numa verdadeira viagem no tempo. Ao planear, considere uma experiência guiada — os guias especializados revelam detalhes escondidos que a maioria dos visitantes não nota.
O mais reservado em Roma
Evite a fila — entre diretamente na arena
O bilhete de entrada para o Coliseu mais bem avaliado — 4,2 estrelas por milhares de viajantes. Evite a fila, entre diretamente no piso da arena onde os gladiadores lutavam e explore ao seu ritmo com um audioguia incluído.
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Perguntas frequentes sobre a história do Coliseu
Quando foi construído o Coliseu?
O Coliseu foi construído entre 72 e 80 d.C., sob os imperadores Vespasiano e Tito. A construção demorou aproximadamente 8 anos e envolveu entre 60.000 e 100.000 trabalhadores.
O que acontecia no Coliseu na Roma antiga?
O Coliseu acolhia combates de gladiadores, caças a animais exóticos, execuções públicas e reconstituições de batalhas navais. Os jogos inaugurais de 80 d.C. duraram 100 dias e provocaram a morte de mais de 9.000 animais, entretendo até 80.000 espectadores.
É possível visitar o subterrâneo do Coliseu?
Sim, mas apenas com bilhetes específicos. A entrada normal não inclui as câmaras do Hypogeum, onde gladiadores e animais aguardavam antes de entrar na arena. Temos duas opções: a Colosseum Underground & Ancient Rome Tour ou a mais intimista Small Group Underground Guided Tour →
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Agora que já conhece toda a história, a melhor forma de a viver é com um guia credenciado que dá vida a cada pedra. Desde a entrada dos gladiadores até aos túneis subterrâneos, uma visita guiada transforma uma simples visita turística numa experiência inesquecível.
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O Coliseu não é apenas um monumento — é um testemunho da ambição, genialidade e resiliência humanas ao longo de 2.000 anos.







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